Ele é o cara que desdenha e compra, e vende, caro.
Vende em ironias baratas o que finge criticar.
Finge, porque vive, e bem.
E gosta, deita e rola, da vidinha do mundinho.
Mas pra ele nada é inho.
Ô vidão! Assim que é bão!
Enquanto uns fazem graça, outros enxergam desgraça.
Dizem que a beleza está nos olhos de quem vê; quiçá nos de quem lê.
E nos de quem escreve?
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Amanhã sempre começa de novo
sábado, 5 de setembro de 2009
A-certo
Quase nunca as coisas dão certo.
Há o jeito que as coisas acontecem e o que você pode fazer com elas.
Ps.: O certo é sempre da maneira que você quer que seja, certo?
Há o jeito que as coisas acontecem e o que você pode fazer com elas.
Ps.: O certo é sempre da maneira que você quer que seja, certo?
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
O mundo dentro de uma caixinha
Ela era uma daquelas pessoas patéticas que se sentem bem apenas de saber que cada cd descansa em paz dentro de sua respectiva caixinha.
O vácuo de cada caixa tinha um propósito: o cd rolando e fervendo seus anseios logo voltaria a encaixar-se em sua silenciosa morada, restabelecendo, assim, a ordem do cosmo.
O vácuo de cada caixa tinha um propósito: o cd rolando e fervendo seus anseios logo voltaria a encaixar-se em sua silenciosa morada, restabelecendo, assim, a ordem do cosmo.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Farelos
É um pedaço de mim.
Sem explicação ele se fecha.
Fazendo tudo ao redor parecer mais feio, sem graça, sem luz.
O tempo fica sempre muito, muito lento.
Nas temperaturas escaldantes, só sinto a neve cair e congelar meus ossos.
Qualquer desgraça pode acontecer.
Não sou imune, a nada.
Nem a vírus, nem aos outros, nem a mim.
Exponho-me.
Meu corpo fica aberto.
Vira lar de tudo aquilo de estranho que ronda ao redor.
De toda aquela coisa que eu nem sei, não entendo, do que fujo e me escondo.
Torno-me pequena, acanhada de ti, de mim, de um ser que não sou eu.
Viro alguém que me habita e me controla, sem que nada eu possa fazer.
Há algo sempre fazendo pouco de mim.
E eu não sei o que é.
É um pedaço de mim.
Sem explicação ele se fecha.
Fazendo tudo ao redor parecer mais feio, sem graça, sem luz.
O tempo fica sempre muito, muito lento.
Nas temperaturas escaldantes, só sinto a neve cair e congelar meus ossos.
Qualquer desgraça pode acontecer.
Não sou imune, a nada.
Nem a vírus, nem aos outros, nem a mim.
Exponho-me.
Meu corpo fica aberto.
Vira lar de tudo aquilo de estranho que ronda ao redor.
De toda aquela coisa que eu nem sei, não entendo, do que fujo e me escondo.
Torno-me pequena, acanhada de ti, de mim, de um ser que não sou eu.
Viro alguém que me habita e me controla, sem que nada eu possa fazer.
Há algo sempre fazendo pouco de mim.
E eu não sei o que é.
É um pedaço de mim.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Mareada de mim
Novamente, faço minhas as palavras dela.
Mais uma vez, talvez partilhamos uma mesma insegurança.
De novo, entendo o sentido de não poder ser nunca sempre tão-perfeita.
Sou eu, aos pedaços, tentando juntar migalhinhas.
Julgada, não por ninguém, não.
É de dentro que vem.
É por dentro que queima.
Da pior maneira, o que não quero mostrar explode em ti.
Transborda de mim, de tanto que tento trancar.
Quando alguém vê além daquilo que você se esforça pra mostrar, ovos começam a espatifar-se e ondas quebram cada vez mais fortes.
Não há quem segure o tempo numa hora dessas: são cabelos brancos e pés de galinha.
Ainda não sei se o encanto quebrou ou se apenas começou.
http://tocandolp.blogspot.com/2009/08/me-desmisifica.html
Mais uma vez, talvez partilhamos uma mesma insegurança.
De novo, entendo o sentido de não poder ser nunca sempre tão-perfeita.
Sou eu, aos pedaços, tentando juntar migalhinhas.
Julgada, não por ninguém, não.
É de dentro que vem.
É por dentro que queima.
Da pior maneira, o que não quero mostrar explode em ti.
Transborda de mim, de tanto que tento trancar.
Quando alguém vê além daquilo que você se esforça pra mostrar, ovos começam a espatifar-se e ondas quebram cada vez mais fortes.
Não há quem segure o tempo numa hora dessas: são cabelos brancos e pés de galinha.
Ainda não sei se o encanto quebrou ou se apenas começou.
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